A Ponte

De um lado, os end-users: fabricantes de alimentos industrializados, de higiene pessoal, limpeza, papelaria e muitos outros.

Do outro, os convertedores de embalagens: operações industriais de grande porte para impressão de embalagens flexiveis.

Os end-users e suas agências de design preocupam-se com a qualidade da impressão das fotos, com a cor do logotipo da marca, com o degradê ali no cantinho, com o código de barras em formato de coração e com muitos outros fatores estéticos que podem fazer seu produto chamar mais atenção na gôndola que o produto do concorrente.

Os convertedores preocupam-se com a composição química de seus substratos e agregados, com a reação entre os componentes químicos da tinta, com a compatibilidade entre a composição química da embalagem e do produto que ela vai carregar, com a quantidade de unidades do produto que poderão ser empilhadas e muitas outras variáveis industriais fundamentais para uma embalagem ter sucesso em seu aspecto mais básico – a capacidade logística de carregar o produto dentro de si da fábrica até a casa do consumidor.

Entre estes dois protagonistas - os end-users e os convertedores - está a pré-impressão flexo. A compreensão e exploração máxima desta ponte pode maximizar os resultados para todo mundo.

A pré-impressão flexo (clicheria) tem a função de “traduzir no clichê” as expectativas estéticas do end-user levando em conta as implicações e limitações do processo de impressão e características dos substratos usados, transformando o que poderiam ser dificuldades técnicas em inovações que geram embalagens cada dia melhores e mais bonitas, e têm roubado muitos clientes de rotogravura, por exemplo.

Esta função da clicheria tem nos levado a um nível de especialização muito grande, pois temos aprendido maneiras de diminuir a quantidade de cores no processo flexo, fazer conjugações de linhas de embalagens até pouco tempo consideradas impossíveis, aumentar a lineatura e atingir resultados sensacionais de qualidade, que é o ganho pretendido pelo end-user.

Para o convertedor, temos obtidos ganhos expressivos de produtividade, como diminuição do tempo de setup, aumento da velocidade de impressão, diminuição das paradas, diminuição do volume de aparas e muitos outros.

E este alto grau de especialização tem me levado a insistir sempre que convertedor tem que se preocupar “com plástico e com tinta” e não com clichê, ele deve sempre terceirizar esta atividade para poder focar em seu core-business. Fazendo as contas na ponta do lápis, esta será sempre a escolha mais barata e rentável, em todos os sentidos que possamos analisar.

E este alto grau de especialização tem chamado a atenção dos end-users para a gente: temos sido cada vez mais procurados por eles e por suas agências de design para ajudar a desenvolver novas embalagens.

O que já é uma realidade nos EUA e Europa está começando a acontecer no Brasil: a pré-impressão flexo tem se tornado um “parceiro estratégico” de end-users e convertedores, e não um mero “fornecedor”, pois esta ponte que fazemos entre eles tem encurtado distâncias e trazido muita melhoria para nossa indústria.

Pense nisso! E bons negócios!

Geraldo Fernandes (geraldo@fotograv.com.br)
Sócio fundador da Fotograv Fotopolímeros e especialista em matrizes para flexografia e dry-offset.
Há 45 anos atua no segmento, é considerado um dos maiores experts do assunto no Brasil.