Produtividade, o caminho para a rentabilidade

Todos nós, empresários e administradores, vivemos em busca constante de aumento de rentabilidade, não é verdade? Atualmente, vejo que a melhor (ou a única?) forma de atingir este objetivo é aumentar a produtividade de nossas operações.

Outras formas de melhorarmos nossos resultados seriam aumentar preços e cortar custos. A primeira é muito difícil, porque sempre torna-se uma oportunidade para nossos concorrentes nos roubar clientes; a segunda têm limites, porque os aumentos de taxas e impostos, os custos administrados (água, energia etc) e trabalhistas (com novidades constantes criadas por nossos legisladores, como o aviso prévio proporcional) acabam sempre nos tirando os parcos pontos percentuais de economia que conseguimos a muito custo.

Voltando ao tema produtividade, dados da Universidade da Pensilvania mostram que um trabalhador brasileiro produzia US$ 21 mil por ano em 1980. Em 2008, este número havia caído para US$ 17,8 mil. Enquanto isso, em países como a Coréia, a produtividade de um trabalhador foi de US$ 50 mil no mesmo ano. Perdemos até para nossos vizinhos chilenos (US$ 27,5 mil / ano) e argentinos (US$ 24,8 mil / ano).

Segundo José Alexandre Scheinkman, economista brasileiro da Universidade Princeton, a baixa absorção de tecnologia e falta de inovação em muitos setores são algumas das causas de nosso mau desempenho.

Em nosso setor, creio que o empresário convertedor de embalagens deve especializar-se cada vez mais em seu foco de atuação (extrusão e impressão), terceirizando a pré-impressão e gravação de matrizes.

Fazendo isso, o empresário pode orientar seus investimentos para os equipamentos essenciais ao coração do seu negócio e ao treinamento de sua mão de obra para alcançar níveis superiores de excelência (faça a conta per capita de quanto cada funcionário seu produz por ano, em dólares, e compare com os números apresentados pela pesquisa, isso pode tornar-se um referencial para medir seu desempenho).

A pré-impressão e gravação de matrizes para flexo tem passado por uma enorme revolução, e as novas gerações de chapas e gravadoras – por exemplo – tem permitido a redução no número de cores, diminuição do tempo de acerto de máquina, aumento da velocidade de impressão, economia (de tinta, insumos, solventes etc) e a viabilização de conjugações de embalagens da mesma linha de produtos até pouco tempo inimagináveis. Sem falar no enorme ganho de qualidade em sua impressão, ganho que pode até se tornar um diferencial competitivo.

Ao focar-se no seu negócio principal, o convertedor de um lado economiza (em custos trabalhistas, espaço físico, renovação de equipamentos e manutenção de estoque de materias primas) e por outro lado ganha muito em produtividade (conforme exemplos que listei no parágrafo anterior) e qualidade.

Os convertedores que já terceirizam essas atividades e direcionam seus esforços exclusivamente ao core business já começaram esta jornada e certamente têm melhores indicadores, mas será que estão colhendo todos os benefícios que listei anteriormente? É fundamental que estejam em constante pesquisa por novos parceiros e tecnologias, porque este processo é extremamente dinâmico.

A busca pelo crescimento da produtividade é um desafio diário, e acordar para este tema é o primeiro passo.

Bons negócios!

Geraldo Fernandes
Diretor Técnico Fotograv – Fotopolímeros e Pré-impressão para Flexo

* Os dados sobre produtividade foram colhidos de matéria publicada pelo Jornal O Estado de São Paulo